O Apartamento em Lisboa – Parte I

Fomos um ano, depois outro, depois outro, e outro a seguir, até que em 2013 nos pusemos a questão:  que tal comprarmos um apartamento nosso em Lisboa, que nem conhecíamos a fundo, pois estávamos lá sempre como turistas por três ou cinco dias no máximo e ficávamos hospedados na casa de amigos em São João do Estoril.

Em 2013 a tarefa nos parecia uma loucura. A nós e a todos os que ouviam nossa ideia.

Decidimos então procurar um apartamento que servisse de “base” para nossas viagens, nossa paixão. Um lugar que poderíamos deixar as malas grandes e excursionar pela Europa com mala de mão.

Escolhemos Lisboa por ser Portugal, por falar português, por ter o céu mais azul e luminoso que já vi, por ter a brisa soprando agradavelmente ao cair da tarde, estar a nove horas de vôo do Rio, por ter a melhor comida da Europa e produzir o melhor vinho,  e tudo muito mais acessível, financeiramente falando, se compararmos aos  preços dos demais lugares da Europa.  Lembro que estávamos em 2013!

Para nossa pequena loucura pedimos ajuda às universitárias: minhas sobrinhas Catarina e Carolina, que à época viviam em Lisboa por conta dos estudos e perguntamos em que “ bairros”, que lá se chamam freguesias, elas achavam bacana para se viver em Lisboa.

As meninas, à época na casa dos 20 e poucos anos, nos indicaram Príncipe Real, Rato, São Mamede, Santo Antonio, Campo Pequeno, Saldanha, Estrela e por fim Oriente. Alguns desses nomes são freguesias, outros, são os nomes das estações do metro.

Comecei então a pesquisar pela internet, isso mesmo, pela internet, ofertas de apartamentos nessas localidades.

Aí se pôs o dilema: eu queria um apartamento antigo, histórico. João queria um apartamento que “funcionasse”, sólido.

Juntar o antigo com o sólido não foi tarefa fácil.

No início imaginávamos um apartamento de três quartos, ou pelo menos dois. Ocorre que antigo, restaurado e com três quartos, estávamos falando de mais de 500.000 euros para começar. Não era esse o nosso budget.

Vi apartamentos lindíssimos, todos pela internet. Me lembro de um especialmente na Praça das Flores com seis quartos e um banheiro. E sem elevador. Era no quarto andar. Mas era lindo!

O prédio era do século XIX! Um sonho! Mas um sonho só para mim. Para João o sonho era de outro tipo.

Foi então que tive a ideia de propor a João um “down sizing” de nossos planos. Um apartamento antigo, restaurado, mas de apenas um quarto. Afinal era para ser só uma base do outro lado do Atlântico. Quanto menor menos trabalho.

Screen Shot 2017-11-20 at 11.30.27 PMDevo dizer que passamos um mês “correndo apartamentos” pela internet, o que devo confessar, se tornou um de meus passatempos preferidos até hoje.

Quando diminuímos a busca para o critério T1 – que significa um quarto, como mágica apareceu em minha tela um apartamento no Chiado, na Calçada do Duque, perto do largo Trindade Coelho.

 

Era um apartamento construído “ de raiz”. O prédio tinha sido erguido do chão em 2012.

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