Do Outro Lado do Rio Tejo

Sempre que passeávamos por Lisboa tínhamos curiosidade de saber o que havia “do lado de lá”.

Levou um tempo desde nossas primeiras idas à Lisboa para decidirmos pegar a barca que parte do Cais do Sodré em direção à Cacilhas.

Ó se valeu!

 A travessia dura por volta de 10 minutos, a depender das condições do tempo.

Barca Lisboa-Cacilhas

Fomos a Cacilhas pela primeira vez com mais quatro amigos que se hospedavam lá em casa na altura dos festejos de Santo Antonio.

Eram nossos amigos de uma vida: Renato, Angela Cristina, Mauro e Angela Maria.

Pegamos a barca, que parece um pouco com nossas barcas entre Rio e Niterói, só que muito menores. Chegamos em Cacilhas sem saber o que iríamos ver, mas buscávamos um restaurante que nos chamou a atenção pelo nome: Atira-te ao rio!

O nome dramático nos incentivou a fazer a travessia.

Chegamos do outro lado do rio e tomamos o rumo da direita em direção ao restaurante. Caminhamos, caminhamos e caminhamos, sempre à beirinha do rio, passando por um casario antigo, com ares de abandonado, vislumbrando Lisboa de um outro ponto de vista.

Para quem gosta de passeios e caminhadas, é um must.

Chegando no restaurante quase que nos atiramos ao rio de decepção, pois o restaurante estava fechado. Em verdade, reservado integralmente para um grupo.

Restaurante Ponto Final
Restaurante Ponto Final

Mas a seguir ao “Atira-te”, há um outro, também muito simpático e de nome sugestivo: Ponto final. Acho que depois dele só resta o Atlântico.

Ficamos no Ponto Final e comemos uma simpática refeição, com um vinho igualmente simpático, que nos permitiu voltar pelo caminho felizes e sorridentes, sem necessidade de finais dramáticos.

 

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Em outra ocasião…

João e eu atravessamos o rio até Cacilhas e a seguir pegamos um taxi para ir até a Costa da Caparica.

Fomos à famosa costa orientados por nosso vizinho na Calçada do Duque que veio a se tornar outro grande amigo. O tal da família suíça, que afinal era brasileiro.

Chegamos a um ponto na Costa onde pegamos um trenzinho, o comboio turístico transpraia, que funciona de junho a setembro.

Trem Transpraia Caparica

O trem tem paradas em pontos distintos ao longo da praia e cada ponto é a área de uma “tribo”, como nas praias do Rio.

Tem o ponto LGBT, o ponto dos “fitness”, o ponto das famílias, e até uma área nudista.

Enfim, é uma praia para todos os gostos.

Descemos do trem quase na última parada.

Caminhamos em direção à praia e primeiro passamos pelo restaurante/bar que atende àquela comunidade de banhistas. Pelo que percebemos, cada ponto tem seu restaurante.

Costa da Caparica

A seguir ao restaurante há espreguiçadeiras, e tendas com colchões brancos de casal com cortinas de voil branco.

Pagamos 20 euros para ter direito a sentar nas espreguiçadeiras mais próximas do mar, com guarda sol de palha. Valeu a pena.

Deitados em nossas espreguiçadeiras podíamos pedir comida e bebida aos atendentes do restaurante. Pedi um Mateus Rosé bem gelado. Para mim, uma perfeita combinação para a praia!

Tínhamos o ingresso de volta no trem, mas decidimos voltar caminhando. Caminhamos por horas na praia de areia batida e íamos passando pelos variados “pontos” com os diversos grupos.

Nossa impressão foi a de que todos os pontos são muito bacanas, todos os frequentadores estavam na praia super “de boa”. O mar é lindo e a água, para mim, agradavelmente gelada. Já para o João, era impossivelmente gelada.

Ao chegarmos ao ponto da praia onde supostamente teria uma fileira de taxis, não havia nenhum!

Ficamos apreensivos. Como iríamos voltar?

Mas havia uma placa na calçada com orientações e o número de telefone da central de taxi. Telefonamos para o número indicado e, após alguma dificuldade, conseguimos marcar um taxi para nos buscar.

Ou seja, se você não vai de carro particular, tem que ter pelo menos um telefone celular, que em Portugal se chama telemóvel, para poder providenciar transporte. Não chegamos a nos informar se há autocarros, nosso ônibus, entre Cacilhas e a Caparica.

Voltamos para Lisboa felizes e renovados pela tarde numa praia diferente das que estamos acostumados.

2 comentários Adicione o seu

  1. Renato disse:

    Muito honrado pela menção é super feliz por ter uma amiga querida escrevendo tão bem, que nos faz viajar a cada leitura.

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  2. Angela Lobo de Andrade disse:

    Que delícia, hein? Me chama a atenção a tenda de casal cortinada de voil branco. É praquilo que a gente pensa? Uau!

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